CARA DE PAU...
Mais uma vez a falta de caráter e a intolerância, promoveu uma cena de discriminação e descaso com o povo haitiano, que já vem sofrendo muito nos últimos dias pelo terremoto devastador que tomou conta de Porto dos Príncipes no Haiti.
Sem saber que estava sendo gravado, o cônsul do Haiti no Brasil, George Samuel Antoine, afirma que o terremoto que atingiu o país nesta semana pode ter sido causado por “macumba”. Esse senhor perdeu a diplomacia! Afirmou que “africano” em si tem maldição. Em suas palavras disse: "Desgraça lá está sendo uma boa para a gente aqui, ficar conhecido!" “Acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo. O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano tá f...”.
Para confirmar ainda mais sua ignorância, seu grande equivoca foi não saber que o povo haitiano, não é africano. Dentro das subdivisões da América Central, o país está localizado no Norte do Caribe, nas Grandes Antilhas (uma das quatro maiores ilhas do Norte do Caribe, junto com Cuba e Porto Rico).
Falta ao cônsul, umas aulas de geografia além de amorosidade, humildade e compreensão humana. Sem respeito ao próximo, mostrou claramente que não compreende o outro nem a si mesmo. Compreendendo a fragilidade humana daquele povo e ficando em sintonia com eles o cônsul descobriria que a desigualdade é o grande sintoma de todo mal e que questões humanitárias são remédios para arrumar as causas.
A miséria que flagela o povo haitiano faz com que sejam uns dos povos mais pobres do mundo, conseqüência das autoridades dominantes, que não vêem este povo como produtivo. São considerados como um povo que não gera divisas econômicas para o país. O povo haitiano vive de migalhas de verbas, que na verdade não são destinadas e dedicadas ao desenvolvimento do país. Este povo precisa sobre tudo repensar formas de resgatar e restaurar a autoridade e a identidade de cada cidadão haitiano diante os povos. Os fatos parecem indicar que grande parcela dos haitianos teve suas consciências trituradas de modo aético para impedi-los de exercer com justiça e totalidade sua liberdade. Para este povo o mais coerente de momento além de combater a pobreza excessiva é corrigir as injustiças sociais, recuperando num “todo” sua dignidade.
Afastando todo o “mal” como a praga que é ter em seu país um cônsul que traz dentro dele o preconceito, baseado nas aparências. O racismo, porque ele acha que os negros haitianos são raças impuras e que ele é superior. E por fim sua discriminação com finalidade de desmoralizar a origem étnica, dificultando assim o reconhecimento em base de igualdade.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário