sábado, 2 de janeiro de 2010

Eu por mim mesma!!!

Eu por mim mesma!

Eu estou totalmente desnorteada, chorei muito ao ver uma coisa muito triste hoje. A falta de sensibilidade de algumas pessoas me machuca. Desculpe-me pelo relato, mas eu tenho que fazer um desabafo. Nunca escondi de ninguém meu amor pelos cachorros. Seres amáveis, carinhosos, fofos e felizes, que Deus colocou na terra para ajudar os humanos a ter paz de espírito e a conhecer o amor incondicional. Esses seres de rabinho abanando, não nos fazem cobranças, respeitam o nosso mau humor, ficando quietinho num cantinho, a espera que tudo volte ao normal. Não se separam da gente, nem mesmo, quando o colocamos para fora. Está sempre animado a nos esperar, mesmo quando em nossas correrias diária, esquecemos de um afago, de uma palavra. Essas palavras são para vocês, que nunca olharam nos olhos de um cachorro. Desconhecem a pureza da amizade. Não sabem como é maravilhoso ter e sentir um cachorro, como filho ou amigo. E como são dóceis e amáveis. Nossa maior responsabilidade e cuidado com os cachorros são lembrar que precisam de água e comida. Perto de minha casa tem uma família que já foram pobres miseráveis, embora tenha muita força de vontade de trabalho, sempre viviam da ajuda das pessoas. Essas pessoas gostam de ter cachorros, mas não de cuidar deles. Fiquei horrorizada certa vez em ver um cachorro que eles tinham. O cachorro possuía uma lesão no corpo todo, essa lesão soltava água, e essa água corroia os pêlos os olhos do animal, e destroia os tecidos de pele. Em primeiro momento essa visão me paralisou. Como pode alguém ver e ter contato com um animal doente e deixar a moléstia chegar a um ponto deplorável, situação caótica irreversível a ponto de quem olha a situação, só tem a se lamentar. Trago um sentimento de culpa muito grande em minha vida, por ter abandonado duas cachorras que tive. M as a sensação de culpa mais profunda e a que mais me marcou e que me machuca, foi ter abandonado a minha Dinah. Essa coitadinha de quatro patas, foi trocada por um cão peludo e muito alegre. Que também teve um fim de abandono, não ficando comigo. Ele comia tudo que via pela frente, desde sapatos, lençóis, controle de televisão etc. Isso atormentava, meu marido Afonso. Lembro-me como se fosse hoje o dia que abandonei minha Dinah. Entristece-me a alma, saber que meu marido Afonso foi ao local, no qual eu soltei a cachorra, durante três dias. E que ela ficou no local a me esperar. Só que meu marido, não me contou. No fundo ele não queria a cachorra! Fiquei adormecida por treze anos, sem ter cachorros em minha vida. E também porque meu marido Afonso não me deixava ter um. Não sou vitima! Vitima foi minha Dinah! Hoje tenho sete cachorros. Largo minha família se preciso pelos meus animais. Sinto-me bem pensando assim. Minha vida inteira deixei as pessoas, me mostrar caminhos. Hora por comodismo. Hora por gostar da zona de conforto. Hora por não saber ou não ter uma alternativa. Também possuía duas personalidades. Uma era para educar as minhas filhas e agradar meu marido. A outra era para agradar minha sogra e minhas cunhadas. Aceitei com passividade essas pessoas por 0nze anos. Vivia num mundo de fofocas e intrigas. Um disque me disque sem fim. Fui passiva com os meus pais. Depois com meu marido Afonso. Quando parei de freqüentar a família de meu marido, deixei muitas feridas abertas. A cura veio depois de um tempo. Fiz Faculdade, arrumei um emprego e agora tomo as redia de minha vida. Posiciono-me e faço o que desejo. Tenho vontades! Permito me ser eu mesma em todos os sentidos. Não aceito mais ordens! Não aceito mais que me digam o que devo fazer! Deixo partir o velho, e as coisas que não me servem mais. Coisas que atrapalham me, que tentam me barrar. Dei uma virada total em minha vida por dentro e por fora. Se me quiser agora, tem que ser do meu jeito. Não me prendo mais a coisas que me contrariam. E nem faço coisas que me desagrada para agradar alguém. Aos 43 anos consigo me ver e pensar com clareza. Tenho ideais e planos! Eu tenho a minha verdade, meus sonhos. E conquistei a minha liberdade! Aprendi a colocar-me em primeiro lugar. Tudo sem egoísmo! Permitindo-me sempre me posicionar no lugar do outro, para sentir o que ele sente. Permito –me ter sensibilidade de enxergar o que é oculto nos outros. A dor do outro também é a minha dor. Mas hoje participo sem me expor. Fico do lado de fora. Não julgo e nem incrimino! Apenas entendo! Hoje posso dizer sem medo. Nunca me senti tão feliz!

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